Saiba como funciona o Sistema Financeiro de Habitação (SFH)!

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Quem nunca sonhou com a casa própria, provavelmente já nasceu sem precisar pagar aluguel. Isso porque a conquista está no imaginário da maioria dos brasileiros, que têm como objetivo, abandonar de vez a locação. Para fazer isso, muitos recorrem ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH), modalidade que permite o pagamento de um imóvel em até 360 parcelas.

Essa é uma maneira que as pessoas encontraram de não precisar arcar com os altos valores de um imóvel em sua totalidade e, ainda assim, conquistar o sonho de adquirir um bem. Para fazer isso, recorrem aos bancos, que lhes concedem crédito e lhe cobram, com juros, o valor emprestado.

Mesmo que haja tanto interesse ao redor do assunto, ainda existem muitas dúvidas a respeito do Sistema Financeiro da Habitação, principalmente por conta das recentes mudanças anunciadas pelo governo. Para ajudar você a sanar os maiores questionamentos, preparamos este post com tudo o que você precisa saber para financiar seu imóvel sem dores de cabeça.

Ficou interessado no assunto? Continue a leitura e prepare-se para a nova casa!

O que é o Sistema Financeiro da Habitação (SFH)?

O Sistema Financeiro da Habitação foi criado, pelo Governo Federal, com a intenção de aumentar o número de pessoas com moradia no país. O objetivo era oferecer crédito para ser pago a longo prazo, facilitando a aquisição da casa própria por meio de empréstimos bancários.

Nesse tipo de financiamento, o comprador paga um valor como entrada ao vendedor e o Banco quita o valor restante. Este valor que o Banco irá pagar ao vendedor, é o valor do financiamento. O valor do financiamento dependerá da avaliação do imóvel feita pelo Banco e será pago em um número de parcelas. Nestas parcelas estarão inclusos os juros e as taxas, que servem para remunerar o Banco por ter antecipado ao vendedor a quitação do imóvel.

O financiamento imobiliário pode ser feito para aquisição, reforma ou construção de um imóvel. Os financiamentos servem para imóveis dos seguimentos de alto e médio padrão e também para o seguimento econômico. As taxas e juros variam de acordo com a “saúde” da economia do país. Em períodos onde as taxas de juros da SELIC estão mais baixas, os bancos tendem a oferecer tavas de juros mais baixas para as pessoas que tomam financiamento. Isto faz com que o valor final do imóvel financiado fique mais atrativo. Quando a SELIC sobe, os bancos tendem a subir as taxas de juros. Atualmente, é um excelente negócio comprar imóvel utilizando o financiamento bancário, uma vez que a SELIC está em um dos seus períodos mais baixos! É um excelente momento para realizar o sonho da casa própria.

O financiamento tem como principal agente bancário a Caixa Econômica Federal, que utiliza, como recurso para empréstimo, fundos da Caderneta de Poupança (ou seja, o SBPE, Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

Algumas faixas, ainda, são beneficiadas com subsídio do governo para entrada do imóvel, como no caso do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, iniciativa governamental criada em 2009.

Este, no entanto, tem algumas regras específicas relacionadas à renda bruta familiar, mas, ainda assim, faz parte do Sistema Financeiro da Habitação. Os limites de valores de financiamento e os valores de subsídio, variam de cidade para cidade. Esta variação se deve ao patamar de preços de imóveis que são diferentes em cada região.

Como funciona o programa?

O programa funciona por meio de um pedido de crédito por parte do interessado em adquirir recursos para aquisição, reforma ou construção da casa própria. Embora facilite o acesso à moradia, o SFH não concede crédito em todas as solicitações.

Existem regras que limitam a concessão do financiamento, como exigência de adimplência e valor de financiamento, por exemplo, que pode chegar a até 80% do valor do imóvel. Importante lembrar que esse crédito é concedido até o limite de R$ 1,5 milhão.

Sobre os valores do imóvel, ainda incidem algumas taxas, como taxa administrativa mensal de contrato, taxas de juros e outros seguros obrigatórios. São eles: o Seguro por Morte e Invalidez (MIP), que protege a instituição no caso da morte ou da incapacidade física ou mental para pagamento da dívida, e o Seguro Contra Danos Físicos do Imóvel (DFI), que garante pagamento caso a propriedade passe por problemas como incêndios ou desmoronamentos.

Ainda é necessário que o interessado prove, por meio de documentos, capacidade de adimplência. Isso é feito provando que o comprometimento da renda bruta (que pode ser composta) não ultrapasse 20% ou 30%, dependendo da linha de crédito utilizada, da renda mensal familiar.

Caso esses dois critérios não sejam comprovados, ou seja, caso o comprador não tenha seu CPF em algum órgão de proteção ao crédito ou ganhe menos do que a parcela exige, seu pedido de empréstimo será negado.

Qualquer pessoa pode se beneficiar do SFH?

Além do critério que exige inexistência de débitos e dívidas e renda mínima para quitar a dívida com o banco, as instituições ainda têm outros critérios para aumentar as chances de aprovação no pedido. Veja abaixo quais são eles:

  • não ter o CPF no Serasa, SPC, Receita Federal ou BACEN;
  • ser brasileiro ou naturalizado ou estar com visto permanente de residência;
  • comprovar renda (é possível compor com outras pessoas, como o cônjuge, quando houver);
  • ter mais de 18 anos;
  • provar que o imóvel tem a finalidade de moradia;
  • não utilizar o imóvel como ponto comercial.

Quais as últimas mudanças anunciadas?

Mudanças recentes criaram uma modalidade de empréstimo. Ela leva em consideração o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e oferece taxas de juros que variam de 2,95% a 4,95% ao ano. Com o IPCA por volta dos 3,8%, a taxa total pode chegar a 8,75 %.

A medida derrubou os juros e anunciou que, hoje, o máximo de renda comprometida pelas prestações deve ser de 20%. O valor de R$ 1,5 milhão e a porcentagem de 80% financiada permanecem os mesmos.

E quem quiser financiar um imóvel mais caro?

Quem está fora das exigências do SFH pode optar pelo SFI, o Sistema de Financiamento Imobiliário. Ele foi criado para atender os imóveis que ultrapassam os valores do SFH, ideal para quem busca construções de alto padrão ou para investidores que já têm imóveis em seu nome.

Empreendimentos de luxo, cada vez mais comuns no Brasil, são opções bastante atrativas para pessoas que buscam a casa própria ou investir seu dinheiro no mercado imobiliário.

Para saber qual a melhor opção para você, o ideal é ver se sua realidade se encaixa às exigências do SFH. Em caso negativo, é bom migrar para o SFI. Vale lembrar, no entanto, que exigências de crédito e renda nesta modalidade continuam as mesmas, ou seja, é preciso ter nome limpo na praça e não é permitido o uso do saldo do FGTS para amortizar os valores.

Além das vantagens do SFH, a boa notícia é que o mercado imobiliário continua aquecido como antes. O comprador, portanto, pode usufruir dos benefícios das taxas bancárias acessíveis e, de quebra, fazer seu dinheiro render no médio e longo prazos.

Entendeu melhor como funciona o Sistema Financeiro da Habitação (SFH)? Viu como o programa torna mais fácil a aquisição da casa própria e como é uma grande dica para quem quer comprar um imóvel?

O momento é excelente para a realização do sonho da casa própria. Os bancos estão com taxas mais baixas para financiar imóveis para a população, visto que uma das prioridades do governo é reduzir o déficit habitacional.

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