Compra do imóvel próprio agora tem taxas de juros fixas

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Chegou a hora de compra o imóvel próprio! A Caixa Econômica Federal disponibilizou mais uma modalidade de crédito imobiliário, desta vez com taxas fixas para o financiamento de imóveis residenciais novos ou usados, ao contrário das outras linhas oferecidas pelo banco, que variam conforme a Taxa Referencial (TR) ou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo a instituição financeira, serão destinados R$ 10 bilhões para a nova linha, que cobrirá até 80% do valor das casas ou apartamentos.

De acordo com a Caixa, as taxas de juros serão fixadas de acordo com o prazo do financiamento. A taxa mínima, por exemplo, é de 8% ao ano e será oferecida à pessoa que optar por financiar por 10 anos. Quem assinar um contrato de 20 anos, terá uma taxa de 8,5%. Por fim, para o cliente que escolher pagar o financiamento em 30 anos, a taxa será de 9%.

Para conseguir uma das três taxas, no entanto, o cliente terá de atender a critérios “diferenciados”. “Para ter a taxa mínima, você precisa naturalmente ter um tempo de relacionamento um pouco maior com o banco. Já temos esse padrão há algum tempo”, explicou o vice-presidente da Habitação da Caixa, Jair Mahl. Haverá taxas específicas para servidores públicos e para trabalhadores da iniciativa privada, desde que tenham conta na instituição (veja quadro). Para quem se interessar pelo financiamento, mas não quiser abrir conta na Caixa, será oferecido contrato apenas para 30 anos, com taxa fixada em 9,75%.

O presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-DF), Eduardo Aroeira, disse que a novidade veio em um bom momento de recuperação da construção civil. “A principal vantagem da novas modalidades é que facilitam a securitização, possibilitando a venda desses créditos no mercado secundário. Isso aumenta bastante o volume de recursos disponíveis para o financiamento, sem depender apenas dos fundos mais tradicionais, o FGTS e a caderneta de poupança”, afirmou.

Aroeira ressaltou que a taxa fixa já é uma opção comum em diversos países. Na avaliação dele, a medida é positiva não só para o mercado, mas para o consumidor. “É mais uma opção para os adquirentes de imóveis, é a possibilidade de escolher o perfil mais adequado e que mais agrade, levando em consideração risco e renda.”

A novidade foi anunciada ontem, em evento no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Jair Bolsonaro, do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. “Vamos permitir que pessoas tomem empréstimo por 20, 30 anos sabendo desde o primeiro dia quanto vão pagar. Nós queremos oferecer opções para a sociedade. Então, oferecemos crédito por TR, pela inflação e, agora, sem inflação e sem TR”, disse o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

O cliente poderá escolher entre os sistemas de amortização SAC (para contratos de até 360 meses e que permite parcelas decrescentes) e Price (para financiamentos de até 240 meses, que têm parcelas fixas). Pessoas com financiamento corrigido pela TR em banco privado poderão migrar para a linha de taxa fixa da Caixa. No entanto, não será possível, pelo menos num primeiro momento, que os clientes da própria instituição financeira façam portabilidade entre as linhas do banco, como sair de TR para taxa fixa ou de IPCA para taxa fixa.

Para o ministro Paulo Guedes, a medida é uma maneira de democratizar o acesso ao crédito, pois inclui “os brasileiros das camadas mais humildes” no financiamento imobiliário. “Quando fazemos política econômica estamos pensando em todos os brasileiros e, particularmente, nos mais humildes. O modelo antigo, com juros lá em cima, transformava os empresários, os empreendedores brasileiros, em rentistas, em vez de fazerem investimentos e criarem empregos”, comentou.

Jair Mahl destacou que, é que, se o cliente escolher quitar o financiamento pelo sistema de amortização SAC haverá um decréscimo natural das prestações. “Com o SAC, a amortização é constante. Então, à medida que o cliente vai pagando a prestação, vai diminuindo o saldo devedor e também o valor dos juros. Quando for à agência, o cliente terá essa simulação e saberá quanto vai pagar pela prestação no decorrer dos 10, dos 20, ou dos 30 anos”, explicou.

Custo menor no cheque especial

A Caixa deve reduzir os juros do cheque especial para pessoas físicas, hoje de 4,95% ao mês. A informação foi dada pelo presidente do banco, Pedro Guimarães, na solenidade que marcou o lançamento da nova linha de crédito para compra de imóveis. “Esses 4,95% serão reduzidos, porque nós estamos ganhando muito dinheiro e vamos devolver para a sociedade”, disse. No fim do ano passado, o Banco Central limitou os juros do cheque especial a 8% ao mês, o que começou a valer em janeiro.

Nova linha

Veja os juros que serão cobrados (% ao ano):

  • Taxa mínima
  • 10 anos 8%
  • 20 anos 8,5%
  • 30 anos 9%

Servidores públicos com relacionamento com a Caixa:

  • 10 anos 8,25%
  • 20 anos 8,75%
  • 30 anos 9,25%

Servidores privados com relacionamento com a Caixa

  • 10 anos 8,5%
  • 20 anos 9%
  • 30 anos 9,5%

Pessoas sem relacionamento com a Caixa

  • 30 anos 9,75%

Matéria via correio brasiliense.

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